quinta-feira, 16 de julho de 2009
O Poder do Entusiasmo
1) "[...] decidir primeiro, especificamente, que característica particular desejamos possuir, e depois manter essa imagem com firmeza em nossa consciência [...]"
Obs: Este primeiro passo podemos relacionar com o Ciclo de Melhoria da Performance, onde no último quadrante, mas que na realidade é o primeiro passo, é identificar a Habilidade que desejamos desenvolver. Isto é, é o primeiro contato do participante, onde ele já começa a pensar em habilidades a serem desenvolvidas, que culminarão no Plano de Avanços. Quanto a segunda parte, que não está em negrito, no caso da ferramenta Dale Carnegie, os partcipantes, além de manter na consciência a habilidade desejada, eles escrevem a Visão, portanto me parece mais poderoso, pois uma vez escrito torna-se mais forte na consciência. Também podemos fazer um link com os 4 passos para gerar entusiasmo (despertar a vontade), onde o primeiro passo é justamente estabeecer o "objetivo".
2) "[...] segundo: passar a desenvolver a imagem pela ação, como se realmente possuíssemos a qualidade desejada."
Obs: Neste passo, acredito que está muito relacionado com os compromissos que os participantes fazem, e que colocam em ação diversas ferramentas, como por exemplo os princípios, para conseguirem os avanços descritos no plano de avanço, rumo à visão. Novamente podemos linkar com o passo 4 para gerar entusiasmo, que é a "ação".
3) "E terceiro: acreditar e repetir, com firmeza, que estamos no processo de autocriação da qualidade que desejamos desenvolver."
Obs: Repetir é o que instigamos os participantes a fazerem, seja por meio dos compromissos, por meio do treino antes da apresentação, e a apresentação em si. Além disto, na primeira sessão, quando mecionamos os "5 Ps", destacamos que o treinamento é progressivo e permanente.
(O Poder do Entusiasmos, Norman Vincent Peale, p. 30)
Tenham uma ótima semana.
Abraços,
Ciro Daniel
Aja Como Se
"[...] se fizer o meu trabalho como se gostasse dele de verdade, então, até certo ponto, gostarei dele." (Dale Carnegie, Como evitar preocupações e começar a viver, p. 310)
"Aja 'como se' estivesse interessado em seu trabalho, e essa pequena 'atuação' fará com que o seu interesse se torne real." (Dale Carnegie, Como evitar preocupações e começar a viver, p. 310)
Segundo Dale Carnegie, esta filosofia foi desenvolvida pelo Prof. Hans Vaihinger.
E, ao ler o livro O Poder do Entusiasmo (Norman Vincent Peale) encontrei algo semelhante, onde o autor fala do princípio "como se", citando William James:
"Se deseja uma qualidade, aja como se realmente já a tivesse. Tente a técnica do 'como se'. Ela está repleta de poder, e funciona." (Norman Vincent Peale, O Poder do Entusiasmo, p. 30)
Na mesma página, o autor diz que:
"É lei provada da natureza humana que, conforme nos imaginamos ser, e conforme agimos na suposição de que somos o que nos vemos sendo, iremos, com o tempo, tendendo fortemente a nos tornarmos assim, contanto que perseveremos no processo." (Norman Vincent Peale, O Poder do Entusiasmo, p. 30)
Aqui, é possível fazer relacionamento com a "visão", que é escrita no Plano de Avanços, onde devemos "imaginar" que já possuímos a(s) habilidade(s) que desejamos desenvolver, e por isto colocá-la no presente, isto é, "...Hoje eu sou trainer da Dale Carnegie..."
Portanto, me parece muito poderosa a ferramenta "Aja como se". O que vocês acham?
Abraços e uma ótima semana.
Ciro Daniel
Compromisso com as pessoas
Liderança e Alta Performance 2009 | Jeffrey Pfeffer
Pfeffer insistiu que “a questão não é quanto se paga aos funcionários, mas o que eles são capazes de fazer”. Ele lembrou o caso da Circuit City, varejista americano de bens eletrônicos que, desconsiderando os efeitos de suas ações sobre os clientes e os funcionários, resolveu, em 2007, demitir 3.400 vendedores. “Os funcionários que mais vendiam eram os melhores comissionados. Eles mandaram os melhores para a concorrente Best Buy. No final de
Bem-humorado, o professor pergunta: “Será que alguém aprende alguma coisa com os exemplos?”. “Claro que não!”, é a resposta. “Mas é quase impossível obter retornos excepcionais fazendo o que todo mundo faz”, alerta.
Numerosos estudos envolvendo diversos setores mostram que o que determina o sucesso de uma empresa, gerando 30% a 40% de efeito sobre o lucro, é como o pessoal é administrado. As empresas que conseguem mostrar compromisso com a segurança do funcionário têm melhor desempenho. “A Southwest tem compromisso com as pessoas, o que faz com que as pessoas tenham compromisso com ela. Não faz os funcionários sofrer, quando eles não são a causa dos ciclos de mercado”.
Meça o que importa
Liderança e Alta Performance 2009 | Jeffrey Pfeffer
As métricas, quando mal utilizadas, podem prejudicar o desempenho. Deve-se evitar que elas sejam excessivas ou incompletas, como acontece quando se medem os custos, mas não os benefícios associados a eles. “A Singapore Airlines foca os benefícios aos clientes. Ela oferece mais a eles, pois sabe que vão pagar por isso. Assim, vem sendo lucrativa nos últimos 30 anos”, exemplifica o palestrante, que critica o foco exagerado no desempenho financeiro de curto prazo.
Para Pfeffer, muitos tendem a colocar ênfase exagerada nos resultados finais, mas é preciso medir os resultados intermediários. Ele faz mais um alerta: “Evite usar métricas e sistemas de remuneração que enfatizem o sucesso individual à custa do coletivo”.
Ao finalizar sua apresentação, o professor ressalta: “O que importa é o que você faz e as perguntas que faz. Se você sempre faz perguntas sobre custos, as pessoas se concentrarão em custos. Se faz perguntas sobre os clientes, as pessoas focarão os clientes. Não espere resultados diferentes fazendo sempre o mesmo”.
Dicas para o alto desempenho
Liderança e Alta Performance 2009 | Jeffrey Pfeffer
“Selecione com base em fundamentos que não mudarão, como a cultura e os valores da empresa” é o que Pfeffer recomenda para a gestão de RH de alta performance. Investir no treinamento e desenvolvimento profissional é outra dica, bem como remunerar de acordo com o desempenho do grupo. A empresa deve, ainda, apostar na promoção dos funcionários, descentralizar decisões, compartilhar informações para promover o aprendizado e reduzir diferenças de status.
Segundo o professor, o SAS Institute segue essas práticas. Com isso, seus funcionários até aceitam ganhar menos. Os clientes, por sua vez, até aceitam pagar mais, já que seu software tem qualidade superior.
Para liderar uma cultura de resultados extraordinários, o líder deve apostar na verdade. Deve querer ouvir e dizer a verdade, assumindo responsabilidade pelo que acontece na empresa, inclusive pelos erros. “Se as pessoas do topo não assumem responsabilidades, as bases também não o farão.”
O líder deve, também, agir com coragem e resolver os problemas, em vez de apenas apontá-los. “Os líderes de alto desempenho fazem com que o sucesso pareça possível”, conclui Pfeffer
Discordar amistosamente e Estrutura do entendimento
No livro "Poder Sem Limites", o autor Anthony Robbins apresenta uma ferramenta para "enfrentar resistências" na comunicação. Diz o autor que somente quando o comunicador é inflexível e "empurra na direção errada" é que surge a resistência. Ele faz uma analogia entre o um bom comunicador e um mestre de aikidô: "Como um mestre de aikidô, um bom comunicador, em vez de se opor aos pontos de vista de alguém, é flexível e tem recursos suficientes para sentir a criação da resistência, encontrar pontos de concordância, alinhar-se com eles e então redirecionar a comunicação da maneira que queira."
Esta analogia é muito oportuna, pois o aikidô é uma arte japonesa, conhecida por utilizar a própria força do oponente para neutralizá-lo, e, no processo de comunicação, quando precisamos discordar do ponto de vista da outra pessoa, podemos, de formar amistosa, encontrar pontos de concordância, e, primeiramente amortecer a argumentação desferida pelo outro, utilizando então evidências para embasar nosso ponto de vista, visando harmonizar a comunicação, para que os canais permaneçam abertos.
Segundo Anthony Robbins algumas palavras ou frases podem criar resistência, sendo necessário, portanto, a escolha adequada do que e como iremos nos expressar. Para ilustrar, ele cita com Benjamin Franklin fazia para expressar sua opinião e ainda manter a harmonia:
Desenvolvi o hábito de expressar-me em termos de despretensiosa timidez, nunca usando, quando avançava em alguma coisa que pudesse ser discutida, as palavras 'certamente', 'indubitavelmente', ou qualquer outra que desse um ar de certeza a uma opinião. Mas eu diria: Eu imagino ou entendo que uma coisa seja assim e assim, por tais e tais razões; ou: Imagino que isso seja assim; ou: Isso é assim, se não me engano. [...]
Podemos notar que forma como Franklin escolheu se expressar está muito relacionada com a estrutura de “discordar amistosamente”, pois, ele argumentava de uma forma amistosa, primeiramente amortecendo (“Eu imagino ou entendo que uma coisa seja assim e assim...”) e depois apresentava as suas evidências (“...por tais e tais razões”).
Para o autor “Bem Franklin sabia como persuadir, estando certo ao não criar nenhuma resistência às suas propostas pelo uso de palavras que acionariam reações negativas”, e cita como exemplo o “mas”, pois esta palavra tem o poder de negar tudo o que foi dito antes. Sugere então, a utilização do conector “e”, e dá o seguinte exemplo: “É uma idéia interessante (amortecedor) e aqui está outra maneira de pensar sobre isso”. Portanto, neste exemplo, amorteceríamos o que foi dito, não negaríamos, e apresentaríamos então evidências para fundamentar nossa opinião.
O que na Dale Carnegie chamamos de “amortecedor”, o autor denomina de “estrutura do entendimento”, e apresenta “três frases que você pode usar em qualquer comunicação para respeitar a pessoa com quem está se comunicando, manter a harmonia, compartilhar com ela o que sente ser verdade, e, no entanto, nunca se opor às opiniões dela, de nenhuma forma.”
As frases são:
“Eu aprecio e..”
“Eu respeito e...”
“Eu concordo e...”
E nessas situações, segundo o autor, estaremos “construindo harmonia, ao entrar no mundo da outra pessoa e ao conhecer sua comunicação, em vez de ignorá-la ou denegri-la com palavras como ‘mas’ ou’ ‘no entanto’.”
Portanto, quando discordamos amistosamente da outra pessoa, estamos saindo de nossa autobiografia e entrando no mundo da outra pessoa, mostrando respeito pela sua opinião, mesmo não concordando estaremos buscando a compreensão, e, o mais importante, mantendo os canais de comunicação abertos.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Encontro de AGs

A primeira rodada de refrigerante ou bebida não alcoólica é por nossa conta!