quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O mundo corporativo está doente e as pessoas não podem mais ser elas mesmas

Por Karin Sato - InfoMoney - 03 de novembro de 2009

O sacrifício em nome dos resultados e das metas da empresa sempre vale a pena, mesmo que isso envolva a família, os amigos e a saúde. Férias de 30 dias? Insanidade. Como a equipe vai sobreviver? O descanso deve ser picado ao longo do ano. Já o celular corporativo nunca pode ser desligado. E se o cliente ligar da Europa? No mundo globalizado, é necessário se adaptar a todos os fusos horários.

Verifica-se que não é mais permitido ser simplesmente você mesmo. Existem hoje cursos para se sair bem em entrevistas de emprego. As pessoas são treinadas para aparentarem super profissionais, de forma que comparecem a processos seletivos com respostas feitas e gestos pré-concebidos.

Mundo doente

Alguém já parou para pensar nos sacrifícios que estão sendo feitos pelo ser humano, em nome do emprego? "O mundo corporativo está doente", garante a psicanalista e diretora executiva da Lens & Minarelli, Mariá Giuliese, autora do livro "Será mesmo que você nasceu para ser empregado? - O mal estar no mundo corporativo", publicado pela Editora Gente.

Mariá lembra que o mercado de trabalho está cada vez mais desorganizado, focado predominantemente em resultados, metas e lucro. As questões humanas estão sendo abandonadas, aos poucos. "Existe uma competitividade dentro das empresas e também fora delas, no mercado de trabalho", diz. "Exige-se que as pessoas estejam sempre superando seus limites, sempre fazendo mais e melhor. Mas todos têm limites. É como se houvesse uma negação da questão humana. Isso causa sofrimento. O funcionário adoece e, com o tempo, a própria empresa adoece".

Segundo ela, quando a empresa fica "doente", acaba perdendo seus melhores talentos. "Somente depois dessas perdas, as organizações começam a fazer um esforço enorme para reter as pessoas. E esse grande esforço envolve estratégias de manipulação e sedução dos profissionais, no lugar de dar as condições reais para que estes se desenvolvam. O resultado é que a empresa perde produtividade e lucro".

Profissionais descrentes

Para Mariá, um dos principais problemas, atualmente, são os belos discursos das organizações, cada vez mais distantes da realidade. Mas as promessas são capazes de encher os funcionários de esperança. Surgem então as frustrações, os desapontamentos, e os discursos caem no vazio, a ponto de ninguém mais acreditar neles.

"Por exemplo, muitas empresas afirmam que acolhem e incentivam a diversidade. Mas, quando um funcionário diz algo que contraria seu gestor, ou mostra uma maneira diferente de ver as coisas, acaba sendo punido (de forma escancarada ou não). No fundo, as empresas preferem que todo mundo seja igual e pense igual, que todos funcionem da mesma forma e aceitem as concepções do principal executivo. As pessoas podem não aceitar tudo, mas espera-se que elas não demonstrem essa não-aceitação de forma contundente. É preciso obedecer", analisa.

A expectativa do outro

O mundo corporativo de hoje valoriza os profissionais com habilidades políticas. Não raro, as competências técnicas são deixadas de lado. Isso dá vazão à falsidade. Os profissionais correm o risco de perder sua identidade? Alguns podem estar indo por este caminho, já que, segundo a diretora da Lens & Minarelli, no trabalho, é evidente o esforço das pessoas para atender as expectativas de segundos ou terceiros, e não as suas próprias. "Por medo de perder o emprego, elas sentem a necessidade de atender os desejos dos outros e, se não o fazem, acabam excluídas pelo próprio grupo".

A avaliação de desempenho é um dos mecanismos que levam os profissionais a, conscientemente ou não, se esforçarem para atender a expectativa alheia. "É também uma ferramenta usada para manipular, tirar da frente quem incomoda e valorizar os que entram nas regras do jogo".

Essa seleção um tanto quanto darwinista começa já no processo seletivo, quando os gestores fazem um desenho do profissional desejado. "Eles esperam que o contratado seja de determinada universidade e tenha determinados conhecimentos e experiências, entre outras características", explica.

Dá para viver assim?

Quanto tempo uma pessoa suporta tamanha pressão? Quanto tempo ela consegue esconder sua verdadeira personalidade? Mariá não tem uma resposta, mas afirma que somente é possível sobreviver no mundo corporativo se as renúncias feitas pelos profissionais, em nome do emprego, não forem vitais a eles. "Creio que não dê para renunciar totalmente seu jeito de ser durante muito tempo".

A solução, em sua opinião, passa pela conscientização dos líderes. "Se a empresa começar a funcionar de acordo com seu discurso, já é meio caminho andado, porque os discursos são sempre bonitos. Além disso, os funcionários não podem ser punidos por expor ideias discordantes", afirma. "As organizações precisam ainda aprender a explorar o que cada um tem de melhor, no lugar de exigir o que as pessoas não têm. Não há nada mais cruel para o ser humano do que pretender dele algo que não possa dar. Cada um tem suas competências, vocações e interesses. Respeitando isso, haverá menos gente "doente" nas empresas".

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O espírito da liderança em ação - O líder em seis Ds

O novo modelo de liderança é amplamente conhecido: não basta delegar, é preciso inspirar, mais do que dar ordens, é preciso ouvir, mais do que autoridade, o líder é um catalisador de talentos.

Como transformar os princípios em ação? É aí que entram os Ds, uma forma fácil de memorizarmos e direcionarmos nossas ações. Vejamos como os princípios abaixo - todos começando com a letra D - podem pontuam nossas atividades

DESCONTRAÇÃO
A empresa precisa de colaboradores criativos, certo? Portanto a rigidez e o autoritarismo devem manter-se distantes. É importante a equipe estar à vontade para criar, opinar, discordar. Uma piada, ou uma brincadeira feita na hora certa pode ajudar e muito.

E mesmo nos momentos mais tensos, devemos nos lembrar que pressão é diferente de opressão. Chamemos de pressão a busca por resultados, a falta de tempo, os desafios que a concorrência provoca e todas as agruras da pós-modernidade. Desta ninguém escapa. A opressão, por sua vez, envolve desrespeito a uma pessoa, vontade de diminuí-la. Esta é fatal quando se quer participação. Descontrair não é difícil: basta ser gente, ser sincero, ser agradável. E bom humor é fundamental.

DIRECIONAMENTO
Pode parecer um paradoxo, mas paralelamente à descontração, é preciso foco. Ao direcionar, o líder ajuda seus colaboradores a incorporar a missão da empresa, harmonizar objetivos e estabelecer prioridades.

Assim o direcionamento esclarece quais são os resultados esperados, dá unidade às ações e evita mal entendidos. Há também outra forma de direcionamento que o líder deve utilizar, que é voltada para o processo: por exemplo, num brainstorming, o líder direciona a mente dos participantes para o pensamento divergente (quando é o momento de se apresentar várias idéias, sem censura) e depois para o pensamento convergente (quando é o momento de se selecionar as idéias e escolher as melhores).

DESAFIO
Por meio do desafio, o trabalho deixa de significar sacrifício ou tortura (como já foi em sua origem etimológica) e passa a ser sinônimo de realização, aprendizado e, sobretudo, alimento à auto-estima. Esta motivação é adquirida aos poucos, cada vez que uma pessoa se percebe mais capaz.

O psicólogo organizacional Mihaly Csikszentmihaly, em seu livro "A Psicologia da Felicidade", mostra como administrar desafios para obtermos bons resultados e prazer: quando uma pessoa está aprendendo uma nova tarefa, ela tem pouca aptidão e provavelmente alto grau de ansiedade. Com o tempo, ela aprende a realizar a tarefa e sua ansiedade chega a um ponto ótimo de fluidez, prazer e resultados.

Mais tempo passa e nosso personagem já "tira de letra" a aptidão para a tarefa. Nesse momento, seu desafio será pequeno. Se a tarefa se tornar repetitiva, a conseqüência será o tédio. Antes que ele se instale, é hora do novo desafio!

DIFERENCIAÇÃO
Atualmente, fala-se muito na aceitação da diversidade humana, ou seja, prega-se a aceitação de pessoas de raças, religiões, opções sexuais que não são maioria. É um grande passo na evolução de qualquer ser humano a aceitação de pessoas que pertencem a grupos variados. Um bom líder, entretanto, vai muito além: ele reconhece e valoriza as diferenças individuais.

Ao reconhecer e aproveitar as características de cada membro de sua equipe, seja de personalidade, de experiência profissional e até de história de vida, o líder demonstra que de fato respeita seus colaboradores.

E quem se sente respeitado passa a ousar mais, não teme ser diferente dos outros. Na prática, isto significa mais contribuições e mais opiniões sinceras e desinteressadas

DESAPEGO
Uma equipe é mais produtiva quando seus membros estão realmente voltados para a melhor solução e conseguem se desapegar de idéias e paradigmas anteriores. É preciso abandonar o ego, as certezas, a noção de que só há uma única alternativa. Às vezes é difícil, mas a conscientização do comportamento, a mudança de valores e, principalmente, o treino podem ajudar muito.

Juntado esses 5 Ds com uma boa dose de motivação e comprometimento, o líder consegue o que é mais importante em uma equipe: DETERMINAÇÃO. E se ele mesmo a tiver, será um líder querido, eficaz e inspirador.

Fonte: www.rh.com.br

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Reunião de Follow Up para Assistentes Graduados do TLG


Graduado do Treinamento de Liderança para Gestores: só você terá essa oportunidade!

Reunião de Follow-up – TLG – Treinamento de Liderança para Gestores

  • Você se lembra o que é a DRD que ajuda a deixar claro o que é esperado do seu colaborador?
  • E a RAVE, que te ajuda a ter uma reunião de avaliação de desempenho mais tranqüila e eficaz?
  • Lembra dos cuidados ao fazer uma delegação de forma a comprometer o liderado?
  • Quer provocar novas idéias em sua equipe para buscar uma melhoria contínua?

    Atendendo a pedidos, faremos reuniões periódicas de acompanhamento para graduados do Treinamento de Liderança para Gestores. Durante uma hora e meia, você terá a companhia de um Trainer da Dale Carnegie para lhe ajudar a ser um Gestor-Líder mais eficaz.

    Local: Edifício Brasília Trade Center SCN Qd. 01 Bl. C - Salas 611/612 Data: 09/11/2009
    Horário: 19:15 hs


    Faça sua reserva gratuitamente! As vagas são limitadas!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Encontro Cultural de AGs


Encontro Cultural de AGs

A Dale Carnegie Training em parceria com o Clube do Saber e da Cultura do Livro, promove o primeiro Encontro Cultural de AGs. Venha participar e surpreenda-se com esse novo formato.

Nesse encontro você poderá:

• Conversar com todos os outros AGs
• Fazer networking
• Assistir a uma apresentação sobre o livro As Regras de Ouro de Napoleon Hill
• Conhecer o Clube do Saber e da Cultura do Livro

Data: 26/10/2009
Horário: às 19:00 hs
Local: SCN Qd. 01 Bloco C – Salas 611/612

Informações: (61) 3328 - 0380

www.clubeculturadolivro.ning.com
www.dalecarnegie.com.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Soft Skill em Gerenciamento de Projetos

O artigo Soft Skill em Gerenciamento de Projetos de Kim Heldman, mestre pela Regis University, certificada PMP (Project Management Professional) desde 2001 e com 17 anos de experiência gerenciamento projetos, lista as habilidades gerenciais que fazem a diferença entre um projeto acontecer ou não.
Kim acredita que todo gerente de projeto deve ter 6 (seis) habilidades para ser um líder bem sucedido:
  1. Pensamento crítico
  2. Gerenciamento de mudança organizacional
  3. Solução de conflitos
  4. Habilidades de negociação
  5. Percepção e intuição
  6. Hablidades de colaboração

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Treinamento Alta Performance em Vendas




Alta Performance em Vendas

Após mais de 60 anos no negócio de treinamento de vendas, temos aprendido que vendedores bem sucedidos praticam e aplicam princípios universais em vendas e são capazes de vender cada vez mais, mesmo em épocas de crises. Não podemos vender hoje da mesma maneira que vendíamos há 10 anos.

Este programa é uma forma comprovada de construção de relações e enaltecimento de uma carreira em vendas, não importa há quanto tempo uma pessoa já seja um vendedor. Aprender a vender usando os recursos e ferramentas, ajuda efetivamente as chances de superação destes novos desafios de forma consistente.

Esse treinamento de ajudará a desenvolver:

- Aumentar a autoconfiança para superar barreiras e dificuldades diárias

- Como usar estrategicamente o conhecimento de produtos

- Saber fazer perguntas estratégicas para obter as informações essenciais

- Saber ouvir para vender mais

- Como quebrar o gelo e criar sintonia com potenciais clientes

- Como analisar situações e desenvolver soluções vendendo “valor”

- Como comunicar suas idéias e produtos de forma mais lógica e persuasiva

- Como lidar e resolver objeções levando ao fechamento do negócio

- Como construir relacionamentos mais fortes com clientes

Todas as ferramentas deste processo foram testadas em inúmeros tipos de mercados e situações, e elas efetivamente trazem impacto e força no processo de vendas de qualquer negócio.

Alta Performance em Vendas
Próxima Turma:
23, 24 e 25 de outubro
(Sexta, Sábado e Domingo das 09:00 às 18:00 hs)

Inscrições e informações:

(61)3328-0380
comercial@dalecarnegiedf.com.br
www.dalecarnegie.com.br

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ciclo Encontro de Gestores

Ciclo Encontro de Gestores

24 de setembro de 2009

Estratégias de Fidelização e Retenção de Clientes

O Ciclo de Encontro de Gestores é um conjunto de reuniões informativas para empresários de micro e pequenas empresas trocarem idéias e experiências em
busca de crescimento e competitividade. Além disso, é o ambiente ideal para ampliar sua rede de relacionamentos!

Nessa reunião saiba como adaptar estratégias de fidelização ao seu mercado e como repassá-las a sua equipe de vendas!

Participe!

Palestrante I Minervino Neto
Diretor Comercial da Dale Carnegie Training – DF

Agenda:

19h – Welcome Coffee e Credenciamento
19h30 – Apresentação e Debate
21h – Happy Hour
21h30 – Encerramento

Horário I das 19h às 21h30
Local I Amcham Business Center
SCN Quadra 1 Bloco C – Salas 1102 a 1105 – Ed. Brasília Trade Center

Evento gratuito e exclusivo para associados

Informações e Inscrições I (61) 2103 - 8671